quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Rousimar Toquinho e o seu pequeno problema

Rousimar Palhares, o Toquinho, é faixa preta de jiu jitsu de uma das maiores academias de artes mnarciais do país, a Team Nogueira. Em 2011, foi vice-campeão no ADCC, maior evento de luta agarrada do planeta, em Nottingham, pela categoria até 88kg. Venceu o GP dos médios do FURY FC e ganhou um contrato com a maior organização de MMA do mundo, o UFC, e agora, ex-campeão dos meio médios do World Series Of Fighting(WSOF).

Isso mesmo, Toquinho não é mais o detentor do cinturão dos meio médios do WSOF. Isso por que, no ultimo sábado, 1, durante a sua segunda defesa de título, dessa vez contra o americano Jake Shields, pelo WSOF 22, realizado em Las Vegas, Nevada, o brasileiro voltou a segurar tempo demais a finalização e ainda teria cutucado diversas vezes os olhos do seu adversário.

Famoso por vencer seus combates utilizando-se de finalizações, principalmente, chaves de calcanhar e de joelho - são 12 apenas no MMA -, essa não teria sido a primeira vez que o atleta continua segurando uma posição mesmo depois de seus adversários se renderem e o arbitro interromper a luta.

Em 2010, ele foi suspenso por 90 dias por não soltar o calcanhar de Tomasz Drval, finalizado ainda no primeiro round, pelo UFC: St. Pierre vs Hardy. Em 2013, na sua estreia pelos meio médios do UFC, na edição Fight Night: Maia vs Shields, foi demitido logo após vencer Mike Pierce com uma chave de calcanhar, e novamente demorar a soltar.

Depois de sofrer a demissão pelo Ultimate, a carreira do atleta caiu. Foi cortado do ADCC e o Bellator, segunda maior organização de MMA dos Estados Unidos, vetou sua contratação afirmando zelar pelos seus atletas. 

Ray Sefo, presidente do WSOF e quem chamou o brasileiro para a sua organização, decidiu, depois de analisar as imagens da luta contra Shields, retirar o cinturão de Toquinho e suspende-lo por tempo indeterminado. Ele afirmou também, que se a Comissão Atlética de Nevada suspender o brasileiro, o mesmo não fará mais parte da organização. 

E agora, será que o brasileiro consegue se reerguer de mais essa queda?

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